Dilatação de estenoses biliares

As estenoses biliares geralmente ocorrem por processos inflamatórios como colangite primária, pela presença de tumores (colangiocarcinoma ou lesões metastáticas) ou pela lesão determinada por cirurgias.

Como consequência destas estenoses, o paciente geralmente desenvolve icterícia (pele e escleras amareladas). O tratamento dessas estenoses biliares consiste em realizar o procedimento de drenagem percutânea inicialmente. Por meio da introdução de uma fina agulha pela pele, esta agulha é avançada pelo interior do fígado até alcançar as vias biliares que estão dilatadas. A estenose é então ultrapassada por meio de fios hidrofílicos finos e cateteres especiais. Após ultrapassar a estenose, é realizada a dilatação da mesma, geralmente até alcançar diâmetros de 8 a 10 mm. Esta dilatação rompe as fibras fibrosas que estavam fechando o seu lúmen.

Geralmente, deixamos ao final do procedimento um dreno biliar por pelo menos 30 dias, a fim de se permitir que a via biliar cicatrize ao redor do dreno, permitindo moldar o seu lúmen no calibre desejado. Em casos refratários ou a critério médico, pode ser também colocado próteses recuperáveis no local da estenose, afim de se manter mais tempo aberto à lesão e não necessitando da permanência do dreno externo.

A utilização da colangioscopia pode ser muito importante ao tratar estas estenoses, uma vez que existe a possibilidade desta lesão corresponder a um câncer em fase inicial; neste caso, a visualização da lesão por vídeo poderá dar mais informações e orientar uma biópsia com mais confiança e assertividade.