Ablação de tumores hepáticos por radiofrequência
A ablação por radiofrequência, também conhecida como radioablação, consiste na destruição de tumores de forma minimamente invasiva. É realizada por meio da introdução de uma agulha de fino calibre através da pele. A agulha é então avançada por dentro do órgão alvo, onde está localizado o tumor a ser tratado, e em seguida posicionada perfeitamente no interior do tumor com o auxílio de aparelhos de diagnóstico por imagem como a tomografia e ultrassonografia.
Após estar adequadamente posicionada, o aparelho de radiofrequência é acionado, emitindo uma corrente elétrica que transmitirá calor apenas à extremidade distal da agulha, alcançando temperaturas que superam os 100°C e determinarão desta forma a destruição completa e morte de todo o tecido tumoral ao redor da agulha.
Este tratamento dispensa a necessidade de incisões cirúrgicas, evitando desta forma a formação de cicatrizes e reduz o tempo de recuperação do paciente. Por ser minimamente invasivo, reduz complicações cirúrgicas como sangramentos e infecções e permite o tratamento de inúmeros tumores em um mesmo procedimento, preservando o máximo possível a estrutura e função do órgão tratado. Geralmente, o paciente recebe alta no dia seguinte do procedimento e já retorna às suas atividades diárias na mesma semana.
Outro ótimo aspecto da radioablação é que não atrapalha a aplicação das quimioterapias. Em muitos casos, ao se obter a cura completa dos tumores após a radioablação, o paciente pode inclusive ter uma “pausa” de seu tratamento oncológico e ficar de forma segura sem realizar quimioterapia por longos períodos, a critério do médico oncologista assistente. Pode ser aplicada para o tratamento de tumores em diferentes órgãos como fígado, rim, osso, tireoide, útero e pulmão. No mesmo procedimento, podem ser tratados até nove tumores do fígado, dependendo das condições clínicas do paciente.