Biópsias pleurais

A pleura consiste em uma camada que recobre o pulmão e também a parte interna da caixa torácica. Esta camada tem importante participação na absorção e redistribuição da linfa e, quando comprometida por doenças inflamatórias como doenças reumáticas, doenças inflamatórias ou mesmo doenças neoplásicas primárias (da própria pleura) ou metastáticas (por disseminação de doenças em outros locais), poderá determinar alterações na tomografia de tórax como espessamentos focais ou multifocais, formação de nódulos ou massas, redução da expansão pulmonar e derrames pleurais (formação de líquido no tórax).

A biópsia destas lesões é de fundamental importância para se determinar o que realmente está acontecendo com a pleura e qual o tratamento para determinada doença. Doenças inflamatórias como lupus, artrite reumatoide, sarcoidose e até doenças de depósito como a silicose podem determinar estas alterações que muitas vezes simulam um câncer. A biópsia destas alterações nestes casos evitará cirurgias extensas com potenciais de complicações, orientando o correto tratamento.

Neste procedimento, uma leve sedação e analgesia endovenosa são realizadas. Após a anestesia local, uma fina agulha é inserida pela pele e avançada até a lesão da pleura guiado por tomografia. Após adequadamente posicionada no interior da lesão, algumas pequenas amostras desta lesão serão retiradas e encaminhadas à análise patológica.

O procedimento é rápido, pouco doloroso, não deixa cicatrizes e tem alta taxa de sucesso. É inclusive indicado a pacientes de alto risco cirúrgico ou anestésico, quando não é possível realizar nem sedação. Nestes casos, o procedimento pode ser realizado de forma mais segura, apenas com anestesia local.