Embolização de tumores hepáticos benignos

Os nódulos hepáticos benignos, na maioria dos casos, consistem em hemangiomas, adenomas ou hiperplasia nodular focal (HNF). Geralmente, esses nódulos são apenas acompanhados por meio de exames de imagem e não necessitam de tratamento.

Alguns nódulos hepáticos benignos, no entanto, podem crescer ao longo do tempo e, em alguns casos, alcançar grandes proporções, podendo causar sintomas devido à compressão de estruturas adjacentes e ao roubo significativo de sangue. Além disso, em casos raros, há um maior risco de desenvolvimento de um tumor maligno.

A identificação dos nódulos hepáticos é geralmente feita por ultrassonografia, sendo que a tomografia e a ressonância magnética são realizadas em um segundo momento para definir o tipo de nódulo (hemangioma, adenoma, HNF).

Nos casos em que há dúvida mesmo após os exames de imagem, pode ser necessário prosseguir com uma biópsia percutânea, que permitirá definir com precisão a natureza exata do nódulo hepático.

Nódulos hepáticos sabidamente benignos com mais de 4,0 cm geralmente necessitam de biópsia e, em alguns casos, de tratamento, devido ao maior risco de sintomas, sangramento e desenvolvimento de neoplasias malignas.

Hemangiomas gigantes podem levar à síndrome de Kassabach-Merritt, caracterizada pela associação com trombocitopenia, aumentando o risco de sangramentos espontâneos graves. O tratamento para esses casos pode envolver a embolização intra-arterial. Esse procedimento é realizado inserindo-se uma agulha fina na artéria femoral na região da virilha. Microcateteres são então avançados até os vasos sanguíneos que alimentam o hemangioma, onde são injetados agentes oclusores e/ou esclerosantes para bloquear os vasos apenas na lesão, reduzindo seu tamanho e melhorando a trombocitopenia e o risco de sangramento.

Adenomas grandes (com mais de 4,0 cm) também podem representar um risco significativo à saúde, mesmo quando assintomáticos, devido ao risco de sangramento e malignidade. Nestes casos, é importante realizar uma biópsia prévia da lesão. O tratamento pode incluir embolização seletiva intra-arterial ou, dependendo das características da lesão, ablação percutânea. A ablação percutânea envolve a inserção de uma agulha fina na pele, avançando-a até o interior da lesão sob orientação tomográfica ou ultrassonográfica. Uma vez posicionada corretamente, a agulha é acionada para aquecer e destruir a lesão utilizando radiofrequência ou microondas.