Tratamento Percutâneo de cistos ovarianos e pélvicos
Os cistos ovarianos ou pélvicos são frequentemente diagnosticados em pacientes, geralmente em exames de ultrassonografia de rotina. A grande maioria dos cistos ovarianos é benigna, sendo que o câncer maligno corresponde a menos de 1% dos casos.
Os cistos ovarianos mais comuns são os cistos foliculares funcionais, mas outros cistos incluem o cisto de corpo lúteo, cistos dermoides, endometriomas, cistos hemorrágicos e cistoadenomas.
Os exames de ultrassonografia e ressonância magnética geralmente conseguem definir bem os cistos benignos, apontando os raros cistos malignos como lesões suspeitas, que devem então ser explorados cirurgicamente.
Um marcador laboratorial conhecido como Ca125 também auxilia a detectar lesões suspeitas para neoplasia maligna, uma vez que cerca de 80% dos cânceres malignos cursam com aumento deste marcador.
Estes cistos geralmente respondem aos hormônios femininos produzidos durante o ciclo menstrual e tendem a aumentar de tamanho no meio do ciclo menstrual (14 dias). Quando o cisto é folicular, ele se torna dominante e deve ser responsável por gerar o óvulo para uma possível fecundação e evolução para a gestação. Desta forma, esperamos vê-lo em um determinado momento, mas não identificá-lo em uma nova ultrassonografia no mês seguinte. Em alguns casos, entretanto, esses cistos podem não gerar o óvulo e ainda assim permanecer grandes, mesmo sendo cistos funcionais. Usualmente, apenas controlamos esses cistos com ultrassonografias e a tendência deles é reduzir de tamanho com o tempo.
Muitos cistos, no entanto, não reduzem de tamanho e podem inclusive aumentar com o tempo, promovendo sintomas como dores, desconforto sexual, cefaleia e até mesmo determinar sintomas urinários ao comprimir a bexiga.
Os cistos dermoides, embora correspondam a lesões benignas, também devem ser ressecados cirurgicamente.
Entretanto, a grande maioria dos cistos ovarianos ou pélvicos corresponde a cistos funcionais e endometriomas e o tratamento percutâneo destes cistos representa uma ótima alternativa à ressecção cirúrgica.
Este tratamento é realizado por meio da punção com uma fina agulha pela pele, guiado por ultrassonografia por via abdominal ou transvaginal, esta agulha é avançada até o interior do cisto, que é esvaziado completamente. Neste local, serão injetados também agentes esclerosantes que farão com que o cisto não produza mais líquido e cicatrize. Este tratamento tem como grandes vantagens não deixar cicatrizes, ser rápido e permitir tratar os cistos de forma segura, preservando os ovários com alta taxa de sucesso e, geralmente, já trazendo alívio imediato dos sintomas de dores e desconforto.