Tratamento percutâneo de bilomas
O biloma consiste em uma coleção de bile organizada para fora da via biliar e para dentro do parênquima hepático. É geralmente diagnosticado por meio de exames como ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Geralmente, aparece e é descrito nos laudos dos exames como áreas císticas dentro do fígado. Mais comumente, os bilomas decorrem de cirurgias no fígado ou vias biliares, mas podem, mais raramente, também ocorrer de forma espontânea, nestes casos relacionados à presença de doenças como colangite esclerosante ou infecções hepáticas.
O biloma pode não necessitar de tratamento, principalmente quando é pequeno e surge após uma cirurgia. Nestes casos, ele é apenas acompanhado e o paciente é monitorado ao longo das semanas e meses por meio de exames de imagem e exames sanguíneos. A grande preocupação com os bilomas decorre do fato de que estes podem crescer e determinar sintomas e, mais preocupante ainda, que eles podem sofrer infecção, transformando-se em abscessos que causam grande risco à vida do paciente.
Nestes casos, os bilomas necessitarão de tratamento urgente. O seu tratamento consiste na punção e colocação de dreno percutâneo no interior do biloma, com resolução em mais de 90% dos casos. Em cerca de 10% dos casos, pode haver uma fístula persistente comunicando o biloma com os ductos biliares. Neste caso, o tratamento consistirá na drenagem biliar transparietohepática para o tratamento da fístula, e o estudo contrastado por cateter do biloma pode ser realizado. Caso se identifique a fístula, esta poderá ser ocluída por material embólico ou recoberta por meio de drenos ou próteses. O próprio biloma pode também ser ocluído por material embólico.