Entenda o que são as Biópsias
As bióspias consistem na retirada de de milimétricos fragmentos de uma lesão a ser investigada nos diferentes órgãos e vísceras do corpo humano. Continue lendo para entender a importância da biópsia, qual sua funcionalidade e algumas dúvidas comuns!
Qual a importância de fazer uma biópsia?
Este é considerado o melhor método (padrão Ouro) para o diagnóstico do Câncer. Isso porque, embora outros exames como exame sanguíneo, exame de urina, radiografia, ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética e PET-CT possam ser utilizados para o diagnóstico, nenhum deles tem o poder de definição da exata natureza de uma lesão ou nódulo, como a biópsia.
O que significa natureza da lesão?
Em termos gerais, saber a “natureza da lesão” significa saber a sua origem. Significa, inicialmente, saber se a lesão é realmente um câncer, pois algumas inflamações ou infecções podem se apresentar como lesões muito parecidas com o câncer nos exames diagnósticos. Mas, ainda, a biópsia traz também informações adicionais importantíssimas: ela permite saber se este é um câncer maligno ou benigno, de onde ele iniciou, e qual será o melhor tratamento a ser empregado.
O que é o câncer? Existe câncer benigno?
O Câncer (ou Neoplasia) consiste em uma célula natural de nosso organismo que em algum momento da vida sofre uma alteração em seu DNA. Esta alteração chamada de mutação faz com que esta célula comece a se multiplicar de forma diferente das outras células semelhantes a ela. Multiplicando-se, ela cresce e se transforma em um câncer.
Quando a célula que se multiplica permanece com as características semelhantes a das suas células irmãs (demais células de um mesmo órgão ou víscera), esta célula é considerada um Câncer Benigno. Ela tende a crescer isoladamente, sem invadir as outras células, vasos e linfáticos adjacentes. Isto é o que ocorre, por exemplo, na formação dos miomas uterinos (câncer benigno do útero). Caso esta célula não mais se identifique com as células irmãs e se multiplique de forma indiscriminada e independente, ela tende a invadir estruturas vizinhas e se espalhar pelo organismo atrapalhando a função natural dos órgãos. Neste caso, devido a sua natureza e agressividade, a denominamos de Câncer Maligno.
Por que este procedimento vem sendo cada vez mais solicitado pelos médicos?
Na verdade, poucos são os hospitais brasileiros que oferecem a tecnologia e médicos especializados para a realização de biópsias percutâneas. Até pouco tempo atrás, o que acontecia no Brasil era que, ao ser detectado um nódulo ou uma doença que não era possível se definir ao certo qual a sua origem (Câncer benigno? Câncer maligno? Inflamação?), a única opção era a cirurgia.
Muitas vezes extensas cirurgias eram realizadas, sendo necessário abrir o abdômen ou tórax cirurgicamente para se retirar um pedaço da lesão. Além de expor a vida do paciente a riscos cirúrgicos e anestésicos, estas cirurgias deixavam cicatrizes extensas e, muitas vezes, necessitavam de longo tempo de internação hospitalar.
Estas cirurgias foram e continuam sendo, em certos casos, desnecessárias e até maléficas ao paciente. Isto porque, além de eventuais lesões operadas não são câncer, e sim uma inflamação ou infecção em um órgão – necessitando apenas de medicamentos para o seu tratamento. A cirurgia aberta pode provocar sangramentos inerentes ao procedimento, que ajudam a disseminar a infecção para outros órgãos ao entrarem em contato com a corrente sanguínea, além de reduzir a imunidade do corpo humano.
Já conheci pessoas que fizeram biópsias na mama e tireóide. Podem ser realizadas biópsias em outros locais?
Atualmente, o radiologista Intervencionista, geralmente por meio da Ultrassonografia ou Tomografia Computadorizada, consegue realizar biópsias em praticamente qualquer lugar do corpo. Sendo assim, biópsias de fígado, pulmão, rim, pâncreas, osso, partes moles, muscular e outros podem ser realizadas de forma segura, sem deixar cicatrizes e com mínima dor.
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